Texto por Marco Fialho Tradicionalmente, o filme documentário trabalha com uma perspectiva de memória, e com isso, se abre uma janela potente tanto para se repensar o passado quanto para registrar algo no presente que se tornará memória daqui a alguns dias, meses ou anos. Gonzaguinha, da Maior Liberdade , dirigido pela cineasta Susanna Lira, mergulha na pessoa e nas ideias de rebeldia e luta do compositor Luiz Gonzaga Jr., filho do rei do baião e um dos artistas que povoou a imaginação e desejos de milhares de pessoas nos anos 1970 e 1980, com canções que traduziam ideias de uma geração que lutou contra a ditadura militar no Brasil (1964-85). O grande acerto de Lira é o de não tentar inventariar a história do compositor ou de suas fases artísticas. O que a diretora almeja é captar a essência de Gonzaguinha por meio de suas ideias e como as composições expressaram a sua visão de mundo. Outro mérito é o de não apelar para depoimentos de terceiros para se criar uma valorização...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)