Texto por Marco Fialho As Cores do Tempo , novo trabalho do diretor francês Cédric Klapisch, trata de um encontro temporal de uma mesma família. De repente, o rústico final do século XIX se encontra com o tecnológico mundo digital do século XXI, numa tentativa de criar um diálogo entre essas duas temporalidades tão díspares. Klapisch é conhecido por se afeiçoar a um cinema popular, caso marcante do sucesso Albergue Espanhol (2002), e aqui nesse, ele se esmera por realizar algo leve, muito bem filmado e interpretado, mas fugindo de importantes discussões expostas pela trama, como os projetos megalomaníacos típicos do capitalismo corporativista de hoje. Apesar de suas limitações e de fazer a opção pelo superficial, Klapisch capricha na produção, no acabamento imagético e em personagens jovens carismáticos. Infelizmente, o melhor personagem de As Cores do Tempo , interpretado por Vincent Macaigne, tem a sua força reduzida, sendo relegado a ser um mero coadjuvante, logo ele, o...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)