Texto por Marco Fialho Quem não considera Dario Argento um grande diretor de cinema, só pode ser pelo preconceito em relação ao gênero terror. E essa rejeição é fácil de constatar nos principais livros considerados de referência histórica. Os diretores de terror não estão neles e esse alijamento é um fato que aos poucos vem mudando, para o bem do cinema. Precisamos admitir, que Dario Argento como realizador é extraordinário, assim como Mario Bava (talvez o pai do subgênero g iallo e maior influência de Argento), Lucio Fulci e Sergio Martino. Se alguém ainda duvida do talento esbanjado nesse estilo cinematográfico italiano, basta ir ao cinema para ver o relançamento do clássico Suspíria (1977), um dos grandes filmes dos anos 1970, com suas cores radiosas e contundência estilística inquestionáveis. Incompreensível foi constatar qual seria a necessidade de Luca Guadagnino, em 2018, refilmar essa obra tão perfeita. Qual seria o intuito, diminuí-la com uma versão inferior? Se era...
Texto por Marco Fialho O maior atrativo de Cinco Tipos de Medo , filme dirigido por Bruno Bini, é a qualidade de sua produção. Tecnicamente, sua realização é realmente impecável. Contudo, essa eficiência técnica garante em si um resultado satisfatório para o filme? A resposta a essa pergunta depende de alguns fatores, como por exemplo, qual é a motivação do espectador ao entrar numa sala de cinema? Se o interesse dele é de puro entretenimento ou de refletir mais a fundo sobre as temáticas que uma obra se propõe retratar. Se o interesse do espectador for meramente se entreter, Cinco Tipos de Medo vai satisfazer, já que o maior objetivo dessa obra é fazer o público grudar na cadeira pelo suspense e se deixar levar pela trama de ação onde o maior mote é o apelo dramático. Mas se o espectador se debruçar criticamente sobre o que é realmente construído a partir do filme, sua conclusão será outra. A grande questão que envolve a ideia de entretenimento é quando ela escamoteia a ide...