Texto por Marco Fialho Era Uma Vez Minha Mãe narra a história da relação conturbada de Roland (Jonathan Cohen) com sua mãe Esther (Leila Bekhti). Esse filme representa um tipo de cartilha, do que é chamada uma mãe judia, aquela que às vezes aparece nos filmes cômicos de Woody Allen e em tantos outros. O filme explora os aspectos positivos e negativos dessa mãe que faz tudo pelo filho, ainda mais que Roland nasceu com uma deficiência, a de ter o pé torto. Desde o início Esther não aceita os diagnósticos e batalha contra a deficiência do filho com todas as suas forças, chegando até a deixar de lado os outros 5 filhos. O menino anda se deslizando pelo chão, já que o ato de andar, ou a sua simples tentativa, pioraria seu quadro. O diretor Ken Scott realiza uma obra leve na abordagem, embora um pouco apressada com planos que passam lépidos e uma montagem que almeja manter uma comunicação constante com o espectador, embora jamais o tire de uma zona de conforto. Nesse ponto, Ken Sc...
Texto por Marco Fialho e Carmela Fialho Embora o filme Fanon , dirigido por Jean-Claude Barny, seja narrado cronologicamente e apresentado dentro de uma linearidade e de uma narrativa clássica, a força da encenação serve como uma escora vigorosa para que a sua fluência e contundência permita que o personagem de Frantz Fanon seja arrebatador da primeira à última cena, isso tanto para o bem quanto para o mal. Os méritos e os problemas de Jean-Claude Barny começam na escolha do elenco, Alexandre Bouyer está imponente com Fanon e Déborah François está incrivelmente forte como Josie Fanon, a esposa branca e esquerdista que apoiou Frantz até o fim. Ainda assim, cabe questionar a escolha tanto do ator quanto da atriz, por ambos possuírem corpos em um padrão estético mais para as exigências do século 21 do que do século 20. O Fanon cinematográfico é bem mais atlético do que o original (e isso é muito visível nas cenas em que seu corpo é mostrado nu) e o mesmo vale para a escolha de Débora...