Texto por Marco Fialho Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte , dirigido por Jane Schoenbrun, não é só bom cinema de gênero, é bem mais do que isso, o filme esbanja criatividade e se mostra reverente ao slasher , sem esquecer de ser onírico, apaixonado e radical. A história que vemos é a de Kris (Hannah Einbinder), uma jovem diretora de cinema queer escolhida para realizar mais um filme de uma famosa franquia e se deixa envolver por Billy Presley (Gillian Anderson), atriz que interpretou a primeira e icônica protagonista. Logo nos créditos iniciais, Acampamento Miasma faz uma homenagem ao cinema slasher dos anos 1980, que começa na textura das imagens granuladas e numa caprichada direção de arte, com objetos como bonecos, jogos de fliperama com os motivos do filme e fotos em porta-retratos com personagens marcantes. É incrível como Acampamento Miasma brinca com o mote do filme dentro do filme, de uma maneira para lá de criativa e instigante. Um ...
Texto por Marco Fialho Um dos motes mais recorrentes do cinema europeu dos últimos tempos é a exploração de casos de doenças terminais ou de deficiências a serem superadas. Se fossemos citar, a lista seria imensa. Três Vezes Adeus , produção ítalo-espanhola da diretora espanhola Isabel Coixet - A Vida Secreta das Palavras (2005) e Minha Vida Sem Mim (2003) - vem engrossar a fileira de filmes com esse viés, o que não é nenhuma novidade, basta observar as sinopses dos seus dois filmes acima. Normalmente, essas são obras inspiradas por famosos romances, os chamados best sellers , obras que venderam milhões de exemplares e contemplam o gosto de um certo público afeito a receber histórias duras contadas de maneira amena. Aqui, logo após uma separação amorosa, Marta (Alba Rohrwacher), uma professora de educação física do ensino médio, depara-se com um anúncio terrível e irreversível: sua vida está condenada por um diagnóstico de uma doença terminal. Se a sua vid...