Texto por Marco Fialho Giallo , um terror à italiana Esse texto foi realizado para uma mostra temática em homenagem ao Terror Giallo, nas Unidades do Sesc em todo o Brasil, em 2018 e 2019. A sedução exercida pela imagem é algo que muitos pensadores vem tentando compreender melhor. Mas quando essa sedução é permeada pela violência, a questão se torna um pouco mais complexa e nos faz indagar sobre o papel da imagem em nosso mundo contemporâneo. O terror é a vertente que mais se defronta com essa questão, e é no giallo , faceta italiana desse subgênero do terror, que talvez deixe mais evidente a relação entre violência, imagem estilizada e bela. É sempre importante relativizar o que representa socialmente uma imagem. Ela não pode ser analisada simplesmente como uma verdade pronta e acabada. Uma imagem sem contexto descamba inevitavelmente para o blefe. Por isso, contextualizar, analisar, criticar e relativizar são atos necessários para a compreensão mais complexa ace...
Texto por Marco Fialho Quem não considera Dario Argento um grande diretor de cinema, só pode ser pelo preconceito em relação ao gênero terror. E essa rejeição é fácil de constatar nos principais livros considerados de referência histórica. Os diretores de terror não estão neles e esse alijamento é um fato que aos poucos vem mudando, para o bem do cinema. Precisamos admitir, que Dario Argento como realizador é extraordinário, assim como Mario Bava (talvez o pai do subgênero g iallo e maior influência de Argento), Lucio Fulci e Sergio Martino. Se alguém ainda duvida do talento esbanjado nesse estilo cinematográfico italiano, basta ir ao cinema para ver o relançamento do clássico Suspíria (1977), um dos grandes filmes dos anos 1970, com suas cores radiosas e contundência estilística inquestionáveis. Incompreensível foi constatar qual seria a necessidade de Luca Guadagnino, em 2018, refilmar essa obra tão perfeita. Qual seria o intuito, diminuí-la com uma versão inferior? Se era...