Texto por Marco Fialho Com Santino , o diretor Cao Guimarães volta a seu território de conforto ao realizar um documentário sobre um homem do interior e sua idiossincrasias perante ao mundo. Mais uma vez, o que mais impressiona é a maneira como Cao filma seus personagens, como ele deixa transparecer uma explícita admiração a esse ser chamado Santino, um homem que luta com todas as forças para se integrar à natureza. Confesso que Cao é um dos meus cineastas preferidos, mesmo que Santino não esteja entre os seus trabalhos mais potentes. Em vários momentos a câmera de Cao mostra a surpresa e a delicadeza do cineasta em capturar a natureza em sua forma mais bruta e bela. De alguma maneira, o filme é também sobre as veredas do norte de Minas, região que o diretor insistentemente tenta resgatar a própria noção de humanidade. Santino não é somente um homem exemplar, é também um homem comum, com defeitos e com dificuldade de lidar com o mundo e com a própria família. Curioso como Sa...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)