Texto por Marco Fialho Pode parecer fácil, mas realizar um documentário sobre um gênio das artes é uma tarefa das mais desafiadoras. Em especial pela sedução do caminho que oferece detalhes encantadores que podem desviar a direção do foco central. Por isso, Ennio, o Maestro , dirigido por Giuseppe Tornatore ( Cinema Paradiso ) é uma pedra rara. Esse é um documentário encantador que sabe como explorar o talento e a vocação inconteste de Ennio Morricone para a música, sobretudo a arte de fazer trilhas para o cinema. Sem ser didático, Tornatore esmiúça o talento, como se lançasse a devida luz a cada peça de um quebra-cabeça de mil peças difícil de montar. Poucos compositores se destacaram tanto quanto ele. Podemos citar um John Williams, um Nino Rotta ou um Sakamoto. Entretanto, Ennio se mostrou o mais presente e marcante de todos. Como pensar em um western spaguetti sem a música de Ennio? Leone pode ter sedimentado um subgênero, mas como dissociar isso à música mágica de Ennio? Mas o tal...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)