Texto por Marco Fialho Ao ver Salvação pensei de imediato o quanto o cinema turco deveria chegar mais ao nosso circuito, na maioria das vezes levado por uma sucessão de desperdícios comerciais. Lembrei também na marca consistente e impactante da obra monumental de Nuri Bilge Ceylan no próprio cinema turco, em especial o drama consistente e duro que o cinema turco sabe explorar como poucos. Salvação , premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, tem uma intensidade dramática que há muito o cinema hollywoodiano perdeu, e cito esse cinema especificamente por ser o que infelizmente mais nos chega por aqui. O filme narra a história de como se constrói líderes destrutivos, qual a atmosfera e circunstâncias que os forjam e os mantém. É interessante como o diretor Emin Alper soma à narrativa dramática o thriller e elementos fantasmagóricos que fortalecem à trama e o envolvimento do espectador. Há uma tensão permanente em torno do personagem de Mesut (Caner Cindoruk), u...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)