A epifania como força desestruturante Por Marco Fialho "Sua alma acercava-se da região habitada pela vasta legião dos mortos. Pressentia, mas não podia apreender suas existências vacilantes e incertas. Ele próprio dissolvia-se num mundo cinzento e incorpóreo. O mundo real, sólido, em que os mortos tinham vivido e edificado, desagregava-se." James Joyce, do conto "The dead". A singeleza nos toca por inteiro, e por isso nos envolve, quando lemos ou vemos "Os vivos e os mortos". Uma música do interior da Irlanda evocando sentimentos e entoando um determinado passado, como um sino com o seu repicar a reabrir uma janela do tempo e provocando uma epifania. Essa pode ser uma brevíssima síntese do co...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)