Texto por Marco Fialho Milonga marca a estreia de Laura González como diretora de longas. Pode-se dizer que esse é um belo filme inaugural por saber se apropriar de um ponto de vista, o da personagem Rosa, interpretada pela chilena Paulina García, uma das mais prestigiadas atrizes do mundo, para levar os espectadores a mergulhar na vida dessa solitária senhora, uma recém viúva, cujo filho está preso numa penitenciária. Como é bom ver um filme em que um personagem é o centro do desenvolvimento do enredo. No decorrer da trama vamos conhecendo detalhes e sutilezas acerca de Rosa, vamos nos surpreendendo e encantando com ela. Paulina García sabe como investir nos gestos e olhares, jogando com a nossa atenção e nos despertando para as suas ações e silêncios. Se tem algo que se destaca na vida da personagem é a sua casa, vistosa e opressiva, que muito diz sobre um passado confortável que teve ao lado do marido, mas que a aprisionou sobremaneira. Mas ao mesmo tempo, Rosa deixa entrever q...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)