Texto por Marco Fialho Tem filmes que são necessários, embora difíceis de serem vistos. Atlas do desaparecimento , dirigido por Manuel Correa, é um deles. Que pedrada esse documentário se revela ao tratar da dificuldade, e quase impossibilidade, dos parentes dos assassinados pela ditadura franquista (1936-75), terem acesso aos seus restos mortais. Atlas do desaparecimento conta com o auxílio do algoritmo e de modernos programas de arquitetura para auxiliar no encontro e identificação dos corpos. Mas mesmo assim a tarefa é quase impossível, devido a diversas medidas tomadas pelo Estado franquista para inviabilizar a tarefa. O documentário se utiliza de imagens de arquivo misturadas com atuais e a força delas são impressionantes, de familiares da segunda geração que ainda sonham em ter os corpos à disposição para enterrá-los em seus jazigos. Em 1940, o governo franquista criou o mausoléu Valle de los Caídos, com a finalidade de por os corpos de quem participou da Guerra ...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)