A reafirmação do caligarismo O gabinete das figuras de cera , conforme o próprio título sugere, foi realizado ainda sob a égide estética do caligarismo. Seu diretor, Paul Leni, constrói imensos cenários tridimensionais, tipicamente expressionistas, calcados na suntuosidade das formas. Tal como em O gabinete do Dr. Caligari (1919) é numa feira que o museu está instalado como atração. Feira que pode ser entendida como uma metáfora do caos e desorganização política presentes na República de Weimar (1919-1933). No filme vemos um jovem sendo contratado por um museu de cera para escrever as histórias de três de conhecidos personagens: o califa Haroun Al-Haschid, Ivan, o Terrível e Jack, o estripador. Mais uma vez o fantástico invade o cinema alemão de maneira surpreendente. Paul Leni consegue reunir os três maiores atores alemães da época (Werner Krauss, Conrad Veidt e Emil Jannings), cada um representando uma das figuras de cera. A saliência do exagero permeia a estética do f...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)