Texto de Marco Fialho "Maestro(s)" segue uma linha narrativa simples que busca criar uma forte identificação entre o protagonista, o maestro Denis Dumar (Yvan Attal) e o público. Não por acaso o filme começa com ele ganhando um prêmio por sua atuação profissional. E será Denis o personagem que guiará a maioria das histórias que "Maestro(s)" nos oferece. O mais curioso em "Maestro(s)" é como o diretor Bruno Chiche costura um enredo em que o maior antagonista do protagonista é o próprio pai, que assim como ele também é maestro. Como esperado, a trama traz muitas cenas de música de orquestra sinfônica, em um trabalho sonoro muito azeitado e impactante para quem assiste no cinema e gosta de música erudita. Mas podemos dizer que no todo, o filme é muito morno, pois o conflito familiar anunciado não chega a ser muito forte e as querelas não passam de arengas relativamente suaves. Os personagens que servem de apoio à trama talvez sejam os mais importantes para...
Blog de crítica de cinema de Marco Fialho, membro da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)